22/09/07

Não me entregues a alma,
Tu a dor,
Eu o ópio nas veias,
Tuas e minhas.
Não te entrego a minha
Para que a nós não nos envolva o vício,
Teu e meu,
Como um sono informe e incolor,
Como um torpor,
Uma quase morte consentida.
Talvez mereçamos mais,
Tu e eu,
Talvez o amor.