Nasceste quente, do ventre da tua mãe, linda, a questionar o mundo como hoje o fazes. Desafias-te e desafias-me no crescer tão rápido, na sede de te tornares adulta, enquanto eu tento manter a imagem de quando a tua mão era tão pequena que a fechava toda na minha, como um tesouro. Vai-se revelando, em cada dia do teu amor fugidio, que com o sangue do teu cordão umbilical te escrevi e te gravei no mais fundo de mim, para sempre. Foste o meu, o nosso primeiro poema. Um dia, com mais tempo, não te preocupes agora em pensar muito nisso, saberás o que isso vale. Se calhar já sabes, sempre soubeste e eu ainda não percebi...
Um beijo
para a M.
24/04/08
21/04/08
Deixa a luz acesa. Deixa-a perto da janela.
Sabes que não parti, que apenas estou meio perdido, a tentar encontrar o caminho de volta. Sabes que ando perdido, já me conheces. (Sei que sorririas se me ouvisses dizer isto...)
Sabes que não estou onde me viste descer à terra, entre uma lágrima e uma palavra de conforto mas sabes que me encontras em cada canto da memória, em cada linha que escrevi, em cada papel desarrumado que ainda não quiseste pôr em ordem, com medo de me ires apagando, no meu casaco preferido, que vestes para amenizares os frios que te assolam.
Deixa a luz acesa e perto da janela. Saberás que a encontrei quando não precisares da memória para sentires a minha mão na tua. Conheces-me, sabes que te darei a mão em busca de conforto antes de adormecer.
Confio, sempre o vi nos teus olhos, que vais deixar a luz acesa. Conheces-me, sempre soubeste que, ao partir, teria medo do escuro.
(o conforto de saber que existes)
Sabes que não parti, que apenas estou meio perdido, a tentar encontrar o caminho de volta. Sabes que ando perdido, já me conheces. (Sei que sorririas se me ouvisses dizer isto...)
Sabes que não estou onde me viste descer à terra, entre uma lágrima e uma palavra de conforto mas sabes que me encontras em cada canto da memória, em cada linha que escrevi, em cada papel desarrumado que ainda não quiseste pôr em ordem, com medo de me ires apagando, no meu casaco preferido, que vestes para amenizares os frios que te assolam.
Deixa a luz acesa e perto da janela. Saberás que a encontrei quando não precisares da memória para sentires a minha mão na tua. Conheces-me, sabes que te darei a mão em busca de conforto antes de adormecer.
Confio, sempre o vi nos teus olhos, que vais deixar a luz acesa. Conheces-me, sempre soubeste que, ao partir, teria medo do escuro.
(o conforto de saber que existes)
16/04/08
E que tal se caminhássemos em sentidos opostos, de costas voltadas, como nos duelos antigos mas sem as armas. Só a lua a iluminar a despedida, passos firmes e cadência certa. Andariamos tudo o que pudessemos. Um dia, dariamos connosco cara-a-cara, de novo, porque tudo é tão simples como o redondo da terra.
É estúpida, não é, esta ideia? Seria a aventura de testar leis, acasos, probabilidades. Fechemos os olhos e fiquemos assim, lado a lado, pele na pele, a sentir o tempo passar à velocidade da vida E será bom, muito melhor do que tentar parar a Primavera, ou Inverno, ou as rugas. Isso será valor seguro, como a lua por sobre todos nós, ou o sol. A aventura será tudo o resto.
É estúpida, não é, esta ideia? Seria a aventura de testar leis, acasos, probabilidades. Fechemos os olhos e fiquemos assim, lado a lado, pele na pele, a sentir o tempo passar à velocidade da vida E será bom, muito melhor do que tentar parar a Primavera, ou Inverno, ou as rugas. Isso será valor seguro, como a lua por sobre todos nós, ou o sol. A aventura será tudo o resto.
06/04/08
A fronteira nunca traçada entre a verdade e a mentira, entre o sonhado, pesadelos ou sonhos consoladores, e o vivido, neste Baudolino...
O prazer de escrever livremente, o poder ser a personagem que está frente ao teclado, deixando de lado o homem que sou e carregando com ele todo.
Talvez esteja na hora de parar, talvez de vez. Talvez não.
Talvez esteja esgotado o espaço deste álbum de recortes, ou lá o que isto é. Talvez os que aqui passam precisem de repouso, de um sono revigorante face aos lugares comuns que se amontoam em palavras já demasiado castigadas pela vulgaridade e pelo não se saber dizer melhor o que passa pela mente...
Todas as palavras escritas, os lamentos todos, todo o medo, toda a volúpia da morte, todas as personagens, as suas lágrimas todas, toda a ficção, a realidade toda, o cansaço do não resolvido, a impaciência e a ansiedade face ao futuro que chega a cada segundo que passa.
O prazer de escrever livremente, o poder ser a personagem que está frente ao teclado, deixando de lado o homem que sou e carregando com ele todo.
Talvez esteja na hora de parar, talvez de vez. Talvez não.
Talvez esteja esgotado o espaço deste álbum de recortes, ou lá o que isto é. Talvez os que aqui passam precisem de repouso, de um sono revigorante face aos lugares comuns que se amontoam em palavras já demasiado castigadas pela vulgaridade e pelo não se saber dizer melhor o que passa pela mente...
Todas as palavras escritas, os lamentos todos, todo o medo, toda a volúpia da morte, todas as personagens, as suas lágrimas todas, toda a ficção, a realidade toda, o cansaço do não resolvido, a impaciência e a ansiedade face ao futuro que chega a cada segundo que passa.
Subscrever:
Mensagens (Atom)