Faltam-me as palavras todas, as palavras para tudo. Sinto-me vazio e dói-me esta luz intensa. Chegará o Verão e, com ele, a obrigação de sentir a felicidade da luz e da pele afagada pelo ar tépido e pelo suor. Chegará o Verão e, com ele, direi, hipocritamente, que lhe sentia a falta e ficarei por ali a fazer conversas de Verão. E seremos todos um pouco mais felizes porque chegou um Verão mais, com a sua luz intensa que regenera.
29/03/09
13/03/09
Passava, hoje, ao fim da tarde, a hora de pôr-de-sol, a ponte Vasco da Gama, rumo ao Sul. E a espessa neblina acumulada por sobre a água que não se via, formava um campo de três ou mil tonalidades indescritíveis, sobre o qual apetecia correr até cair esgotado e sentir-se redimido, imune aos perigos, atirado nos braços de um pai que nos segura sempre. Apeteceu-me correr por ali.
A vida é curta demais para que percamos estes momentos.
"Talvez um dia possamos mesmo correr por ali", segredou-me alguém ternamente ao ouvido ao fim do dia. Agradeço, ternamente. É a espera que me atormenta, é o procurar em cada dia o pequeno momento de glória em que atingimos o objectivo, cumprimos o horário, fomos sérios, politicamente correctos. A vida é curta demais para esperas. "Quem espera, sempre alcança" e morre a seguir. Não seremos ingloriamente mortais. A vida é curta demais para que percamos o irrepetível.
A vida é curta demais para que percamos estes momentos.
"Talvez um dia possamos mesmo correr por ali", segredou-me alguém ternamente ao ouvido ao fim do dia. Agradeço, ternamente. É a espera que me atormenta, é o procurar em cada dia o pequeno momento de glória em que atingimos o objectivo, cumprimos o horário, fomos sérios, politicamente correctos. A vida é curta demais para esperas. "Quem espera, sempre alcança" e morre a seguir. Não seremos ingloriamente mortais. A vida é curta demais para que percamos o irrepetível.
Subscrever:
Mensagens (Atom)