Por onde anda o nosso coração quando tudo se confunde?
Que faremos quando se ressuscita menos do que se morre e que diremos, frente ao espelho, ao nosso olhar impenitente, à nossa vontade de desistir?
Que palavras escolheremos para dizer no nosso último sopro de vida, ou de que silêncio faremos nós palavras?
Por onde vagueia o nosso coração intranquilo?
Escreveremos vagarosa e indignamente o nosso obituário, letra a letra, dia após dia.