14/10/08
Gosto das manhãs cinzentas, de chuva mansa. Gosto desse carinho sobre a pele, do desconforto da roupa lentamente molhada no corpo e das gotas a escorrer pelas pálpebras. Lava e cura como as lágrimas, sem o sabor cortante do sal. Gosto de pestanejar lentamente, deixando os olhos fechados por um par de segundos. Abro-os depois e o cinzento do céu fica de um quase branco, luminoso, de braços abertos. Como tudo muda, gosto de manhãs cinzentas, de chuva mansa, pela certeza de que virão outras cores, outra luz, outra água, com sal ou não.
12/10/08
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