14/05/07

Quantas vezes me revi nos teus olhos, na ternura, no orgulho, na reprovação cúmplice. Quantas vezes olhei para ti e senti a urgência de ser melhor, de ver mais longe, de ver por ti. Quantas vezes rever-me nos teus olhos não foi um adiar da solidão. Quantas vezes me pareceu impossível que pudesses não estar ali, que o teu olhar pudesse não ser mais um espelho meu, com as respostas possíveis a perguntas por formular. Quantas vezes me pareceu ouvir-te ao longe e esperei que fosses tu.

7 comentários:

Claudia Sousa Dias disse...

O adeus é sempre uma faca espetada no ventre.

CSD

Blas Torillo disse...

¿Cuántas veces me habré hecho estas mismas preguntas respecto de... cuántas personas que ahora ya no veo y que seguramente no reconocería?

¿Cuántas veces?...

Un abrazo Bau.

Joaninha disse...

Sem dúvida um texto muito sentido! Gostei especialmente da expressão "reprovação cúmplice". E também da vontade de nos vermos no olhar alheio.
Continuação de uma óptima escrita!

Isabel Moreira disse...

ada pelos comentários no meu texto...emocionaram-me. realmente.
e obrigada pelos seus textos que começo agora a ler. para sempre.

jguerra disse...

Acontece tantas vezes. Infelizmente, não é? Mas devemos estar sempre à procura de rever esses olhos? Isso não impedirá de seguir em frente?
Abraço.

Lana disse...

Por mais que nos digam não conseguimos compreender a perda não é?
as palavras escritas e partlhadas ajudam a aliviar a sensação de vazio e muitas vezes de dor.
sendo este o caso ou não, não deixe de as partilhar nem a elas ( as palavras) nem aos sentimento que estão nelas encerrados ...
a beleza da sua escrita continua a ser unica talvez pela veracidade e transparência ou simplesmente ... porque sim!
1 sorriso mto luminoso
Lana

verde disse...

ao ler o poema, senti. muito bonito, obrigada