21/06/08

Porquê? Podes sempre prerguntar porquê. A mim não me incomoda. Já o fiz, também. Porque não estiveste naquele almoço, ou jantar? Porque não constas daquela fotografia onde todos sorriem e ostentam as suas felicidadezinhas. Todos menos tu. Eu estava lá, naquele Natal e tu também mas ficaste de fora. Por que razão te excluiste ou te excluíram daquele momento de fervor e zelo, daquele pequeno altar de família feliz. Voavas, já? Como sempre, voavas acima de todos e de tudo, eras mais do céu do que da terra. E, quando parecia que eras tanto da terra, o rebelde sem causa rumo a uma qualquer perdição, quando tudo o que ocorria era perguntar porquê, tudo o que tu não sabias era responder. Foste a pergunta, essa pergunta. Continuas a ser, um pouco todos os dias, mesmo que o rosto não seja o teu, nem os silêncios.

13 comentários:

Blas Torillo disse...

Eras más del cielo que de la tierra...

Eras una pregunta.

Me gusta mucho amigo.

Sigues escribiendo las cosas que siento y que yo no puedo poner en letras.

Un abrazo.

nana disse...

e o vento

sempre que sopra

traz-me ainda a tua voz.




..

rosasiventos disse...

escuta: agrafa-me a ti: rio curvado na pedra
sou tão palheiro de rosas:


poema fetal:





[ tão sou

Claudia Sousa Dias disse...

Evasão.

Recarregar baterias na varanda do jardim ou na solidão do quartto enquanto saboreia o perfume a canela.


CSD

Lyra disse...

Passo por aqui para te ler e reler, o que sabe sempre muito bem!

Aproveito para te desejar uma execelente semana.

Beijinhos e até breve.

;O)

~pi disse...

- és um fio de facto, te digo.

que não se partiu...





~

JRL disse...

o porquê circular nada devolve e um amor assim nunca se dissolve. um abraço.

Lyra disse...

Olá,

Chegou a atura de eu tirar umas férias :O)))

Entretanto deixei, no meu blog, um “presente” para todos os meus amigos. Espero que gostem!

Tudo de bom para ti.

Beijinhos e até breve.

;O)

Vb disse...

E como prometido chegou meu livrinho. Nele, muitos textos constituem histórias reais…Outros pura ficção! Alguns não serão nem uma coisa nem outra. Serão puras divagações, meras alucinações!
O último texto e que dá o nome ao livro é uma história real e dramática.
Uma noite o meu sobrinho Pedro Miguel, foi atropelado e morreu. Ia fazer nove anos na semana seguinte. Tinha marcado um golo no dia anterior…
Nesse momento eu senti tocarem-me no ombro e uma voz a dizer-me:
-Tio, Os Meninos Nunca Morrem
A partir desse momento eu soube que tinha de guardar aquele golo e de lhe oferecer este livro…
Este livro é também de todos vós, meus leitores e amigos virtuais.
Espero que gostem. Grato fica o meu:

Muito Obrigado

Vítor Barros

jguerra disse...

meu caro, perdi teu mail! e fiquei infeliz. Mas não me questiono, aconteceu. Agora por vezes damos azo aos porquês da vida, sem olhar para a razão de nós. Um abraço

Claudia Sousa Dias disse...

Já estou com saudades...quando é que sai nova postagem?


CSD

x disse...

tenho uma fotografia para este texto, quando a encontrar, faço um post no novo mundo *

mafalda disse...

Mais um belíssimo texto, Baudolino.
Obrigada.