12/03/07

Voltou a casa, aos odores do costume, aos ruídos e silêncios que lhe confirmavam que tinha chegado. Deitou-se no sofá, como se quisesse apenas descansar. Não longe dali, alguém partia e levava consigo páginas e páginas de um amor escrito a sangue, de um vermelho muito vivo, indelével. Restava-lhe agora o tempo, tempo para escrever sabe-se lá o quê, talvez a tinta negra, como uma tatuagem.

6 comentários:

jguerra disse...

Como sempre belos textos.
feliz regresso. Fico contente por poder voltar a ler-te.
Abraço

Blas Torillo disse...

Escribir con el rojo vivo e indeleble de la sangre...

Tatuarse el alma con las palabras que escribimos y leemos.

Me gusta lo que escribes Bau, amigo.

filipelamas disse...

Interessante contraste entre o vermelho (da vida, da paixão) e o negro (da escrita, da razão?). Regressar é voltar ao ponto de partida mais rico devido aos portos de permeio por onde passámos.

Lana disse...

Nuna regressamos efectivamente a 100% . trazemos sempre algo mais na bagagem, não importa se é positivo ou negativo, é sempre algo mais com que aprendemos - tendo rido ou chorado - .
Bem-vindo de novo e o meu sitio ( o meu sofá) está lá á sua espera para o que der e vier ... curioso que desta vez fala sobre o cantinho que todos temos de refugio ... eu cá retornarei sempre que me for possivel , aqui ao seu sofá, onde haverá sempre á minha espera uma prazenteira conversa - ou pelo menos é assim que me sinto ... a visitar um amigo não importando de que planeta é mas sim o que sente e partilha comigo ...
1 sorriso mto luminoso e um bjinho de reconforto ( excepcionalmente)
Lana

Carla Luís disse...

Lindíssimo, parabéns!

jguerra disse...

Olá. As pistas ajudavam mais se soubesse que situações formais eram essas. Existem tantas na minha vida! Que até me pergunto como!
The Arcade five são o máximo, se não gritassem tanto ao tentar cantar... nalgumas músicas estraga um pouco o ambiente. Mas as melodias são fantásticas.
Abraço.
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